Bicho de pé - Tungíase
Causado pela pulga Tunga penetrans
Extrair pulga com agulha, ou puncionar a porção amarelada e espremer o conteúdo (Duncan)
Síndrome de Guillain Barre
Doença auto-imune em que os anticorpos destroem a mielina
Sou médico, formado pela UFPEL em 2008. Este espaço é reservado, a priori, para resumos de meus estudos nos livros. Alguns trechos são originais, outros recebem alterações particulares, para meu melhor entendimento. - Vide post Início -
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
SRO
Para registro:
http://whqlibdoc.who.int/hq/2006/WHO_FCH_CAH_06.1.pdf
Divulgação da nova formulação do Soro de Reidratação Oral recomendada pela Organização Mundial de Saúde.
Mudou a concentração de glicose e de NaCl pelo que percebi.
http://whqlibdoc.who.int/hq/2006/WHO_FCH_CAH_06.1.pdf
Divulgação da nova formulação do Soro de Reidratação Oral recomendada pela Organização Mundial de Saúde.
Mudou a concentração de glicose e de NaCl pelo que percebi.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Parasitoses intestinais
Resumido do Duncan:
PARASITOSES INTESTINAIS
PROTOZOÁRIOS:
Alimentos ou água contaminada.
Amebas:
Entamoeba histolytica – ameba patogênica que causa a amebíase. Após a ingestão dos cistos, estes originam trofozoítos, as formas vivas que penetram no intestino.
A amebíase apresenta-se como:
o
disenteria – diarreia aguda com ulcerações na mucosa colônica.
o
colite amebiana – longos períodos de diarreia, por vezes sanguinolenta.
o
ameboma – mais frequente das complicações crônicas, é um tecido granulomatoso de aspecto tumoral, em geral no ceco e no segmento anorretal.
Existem formas extra-intestinais e o período de incubação pode ser de meses.
Diagnóstico – sintomas e identificação nas fezes.
Tratamento – metronidazol.
Flagelados:
Giardia lamblia – flagelado mais encontrado no TI, mais prevalente em crianças, muito comum, em geral nas criptas do duodeno e jejuno. Não ocorre invasão tecidual.
Apresenta-se após 5-6 dias de incubação com quadro de 1-3 semanas de diarreia, dor abdominal, N/V e má absorção.
Diagnóstico – sintomas e identificação nas fezes.
Tratamento – metronidazol ou secnidazol, tinidazol. Maioria autolimitada.
Ciliados:
Balantidium coli – único patogênico. Maioria assintomático.
Quadro – desde diarreia até dor abdominal e perda de peso.
Diagnóstico – identificação nas fezes.
Tratamento – tetraciclina ou metronidazol.
Emergentes e Oportunistas:
Coccídeos:
Importantes em imunocomprometidos. Nos imunocompetentes raramente há sintomas.
Habitam a mucosa intestinal. São intracelulares obrigatórios. Difícil visualização sem coloração específica.
Crypstoporidium parvum:
Zoonose que causa gastrenterite aguda em imunocompetentes. Em pacientes com menos de 200CD4/µl pode causar diarreia coleriforme intermitente até a morte. Não há medicamento eficaz comprovado.
Cyclospora cayetanensis:
Após uma semana da ingestão dos oocistos, aparece diarreia intermitente, fadiga, anorexia, mialgias, perda de peso e náuseas. Há inflamação do delgado. Os oocistos são raramente excretados, em pequeno número. O tratamento é com trimetoprima 160mg + sulfametoxazol 800mg, 12/12h, 7d. Em HIV, 6/6h, 10d, com tratamento supressivo.
Isospora belli:
Diagnosticada em pacientes aidéticos, por exame direto das fezes ou amostra duodenal. Quadro de febre, cefaléia, dor abdominal, N/V, desidratação, perda de peso, por meses ou anos. Tratamento com trimetoprima e sulfametoxazol.
Microsporídios:
Parasitas intracelulares obrigatórios, causam infecção após a ingestão de esporos. Ocorre principalmente em imunocomprometidos. São dificilmente detectados nas fezes. O tratamento de escolha é o albendazol.
HELMINTOS INTESTINAIS:
Usualmente diagnosticados pela identificação de ovos, larvas ou proglotes nas fezes.
Pertencem a 3 grupos: nematóides, cestóides e trematódeos.
Nematóides:
Possuem somente um hospedeiro. É transmitido pela ingestão de ovos ou pela penetração de larvas na pele.
Ascaris lumbricoides:
Maior e talvez o mais prevalente dos nematóides. A fêmea pões 200 mil ovos, que devem permanecer por 2-3 semanas no solo.
No intestino as larvas eclodem e migram para os pulmões, passando pelo fígado, via sanguinea. Dos pulmões, sobe para a faringe, sendo deglutidas.
Síndrome de Loeffler – infecção maciça com pneumonite, febre, tosse, dispnéia, anorexia, perda de peso e eosinofilia.
Pode causar obstrução intestinal.
Cada adulto sobrevive por 12-20 meses. O tratamento é o mebendazol, albendazol. Piperazina para invasão da via biliar ou oclusão intestinal.
Enterobius vermicularis (Oxyuris vermicularis):
Vermes adultos vivem no ceco e apêndice. Pode causar prurido anal, principalmente à noite, pois a fêmea desce até o ânus, podendo causar insônia e nervosismo.
O verme morto pode desencadear reação inflamatória com formação de granulomas. A fêmea pode subir pela vagina.
O diagnóstico é feito por swabs anais ou pelo método de fita adesiva. O tratamento é com albendazol, mebendazol ou pamoato de pirantel.
Ancylostoma duodenale e Necator americanus:
As larvas penetram na pele, migram para os pulmões via corrente sanguinea e são deglutidos. Os adultos vivem por 1-2 anos, podendo viver mais de 10. Infecções maciças podem causar astenia, fadiga, diarréia, anemia. Os ovos podem ser identificado no microscópio, mas a diferenciação é difícil. Sendo ovo de ancilostomideo, o tratamento é mebendazol, albendazol ou pamoato de pirantel.
Strongyloides stercoralis:
Podem viver no solo, alimentando-se de matéria orgânica. As fêmeas penetram através da pele, desenvolvendo-se no pulmão e sendo posteriormente deglutidas. Com cerca de 3mm, elas geram ovos clones, causando quadros graves em imunocomprometidos. O exame a fresco não é sensível, mas pode identificar larvas. O tratamento é com ivermectina, albendazol.
Trichuris trichiura:
Após a ingestão de ovos, vivem no ceco, apêndice, cólon e íleo. Levam 3 meses pra depositar novos ovos. Comum em associação com A. lumbricoides. Comumente assintomática, pode causar diarreia mucossanguinolenta, tenesmo, perda de peso e fraqueza. Os ovos são identificados no microscópio. O tratamento é com mebendazol ou albendazol.
Cestóides:
As tênias precisam de hospedeiro intermediário, enquanto a H. nana não.
Taenia saginata e Taenia solium:
A característica mais importante é a passagem das proglotes.
T. solium – ingestão da larva Cysticercus cellulosae presente na carne suína malcozida causa teníase. Os ovos das proglotes podem causar cisticercose.
T. saginata – ingestão de carne bovina contaminada por Cysticercus bovis.
A fixação destes vermes pode causar hemorragia. Pode haver dores, N/V, distensão, perda de peso. Após 3 meses podem ser identificados os proglotes e os ovos nas fezes, sendo impossível diferenciá-los.
O tratamento é com praziquantel ou albendazol.
Hymenolepis nana:
Menor e mais comum cestóide. Habita o delgado, causando nenhum ou poucos sintomas. Em crianças pode causar irritação, insônia, diarreia, anorexia. Duram 4-6 semanas, mas pode haver auto-infecção. Diagnóstico pelos ovos nas fezes. Tratamento com praziquantel.
Trematóides:
Vivem no intestino, fígado, pulmões e vasos. São parasitas achatados e tem um hospedeiro intermediário molusco. O de maior importância médica é o Schistossoma mansoni.
EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES:
Helmintos – ovos e larvas.
Protozoários – trofozoítos, cistos, esporos e oocistos.
Para boa identificação é preciso que sejam feitas boas colheita e preservação.
Colheita:
Fezes pastosas para esfregaços corados; fezes formadas para técnicas de concentração.
Medicamentos (antidiarreicos, antibioticos, antiacidos, vaselina e oleo mineral, contrastes) podem tornar a amostra insatisfatória.
Considera-se a colheita de pelo menos 3 amostras em dias alternados.
Espécimes líquidas devem ser examinadas dentro de 30 minutos; pastosas em uma hora; sólidas em 24 horas. Caso não seja possível, deve-se preservar em refrigeração 3-5ºC.
O exame a fresco é fácil, mas pouco específico, servindo de orientação para a técnica de preservação permanente e coloração.
O método de fita celofane adesiva modificado para enterobius deve ser feito algumas horas após deitar-se ou logo ao acordar antes do banho e antes de defecar, para detecção dos ovos. Colheitas em dias consecutivos (4-6) devem ser realizadas para garantir a cura.
TRATAMENTO:
O tratamento periódico em massa da população de risco, após coproscopia, proporciona uma rápida e acentuada diminuição das taxas de prevalência das parasitoses intestinais.
É importante ressaltar os cuidados de higiene e no preparo dos alimentos, além de cobrar um saneamento básico.
Individualmente deve-se basear no agente etiológico.
PARASITOSES INTESTINAIS
PROTOZOÁRIOS:
Alimentos ou água contaminada.
Amebas:
Entamoeba histolytica – ameba patogênica que causa a amebíase. Após a ingestão dos cistos, estes originam trofozoítos, as formas vivas que penetram no intestino.
A amebíase apresenta-se como:
o
disenteria – diarreia aguda com ulcerações na mucosa colônica.
o
colite amebiana – longos períodos de diarreia, por vezes sanguinolenta.
o
ameboma – mais frequente das complicações crônicas, é um tecido granulomatoso de aspecto tumoral, em geral no ceco e no segmento anorretal.
Existem formas extra-intestinais e o período de incubação pode ser de meses.
Diagnóstico – sintomas e identificação nas fezes.
Tratamento – metronidazol.
Flagelados:
Giardia lamblia – flagelado mais encontrado no TI, mais prevalente em crianças, muito comum, em geral nas criptas do duodeno e jejuno. Não ocorre invasão tecidual.
Apresenta-se após 5-6 dias de incubação com quadro de 1-3 semanas de diarreia, dor abdominal, N/V e má absorção.
Diagnóstico – sintomas e identificação nas fezes.
Tratamento – metronidazol ou secnidazol, tinidazol. Maioria autolimitada.
Ciliados:
Balantidium coli – único patogênico. Maioria assintomático.
Quadro – desde diarreia até dor abdominal e perda de peso.
Diagnóstico – identificação nas fezes.
Tratamento – tetraciclina ou metronidazol.
Emergentes e Oportunistas:
Coccídeos:
Importantes em imunocomprometidos. Nos imunocompetentes raramente há sintomas.
Habitam a mucosa intestinal. São intracelulares obrigatórios. Difícil visualização sem coloração específica.
Crypstoporidium parvum:
Zoonose que causa gastrenterite aguda em imunocompetentes. Em pacientes com menos de 200CD4/µl pode causar diarreia coleriforme intermitente até a morte. Não há medicamento eficaz comprovado.
Cyclospora cayetanensis:
Após uma semana da ingestão dos oocistos, aparece diarreia intermitente, fadiga, anorexia, mialgias, perda de peso e náuseas. Há inflamação do delgado. Os oocistos são raramente excretados, em pequeno número. O tratamento é com trimetoprima 160mg + sulfametoxazol 800mg, 12/12h, 7d. Em HIV, 6/6h, 10d, com tratamento supressivo.
Isospora belli:
Diagnosticada em pacientes aidéticos, por exame direto das fezes ou amostra duodenal. Quadro de febre, cefaléia, dor abdominal, N/V, desidratação, perda de peso, por meses ou anos. Tratamento com trimetoprima e sulfametoxazol.
Microsporídios:
Parasitas intracelulares obrigatórios, causam infecção após a ingestão de esporos. Ocorre principalmente em imunocomprometidos. São dificilmente detectados nas fezes. O tratamento de escolha é o albendazol.
HELMINTOS INTESTINAIS:
Usualmente diagnosticados pela identificação de ovos, larvas ou proglotes nas fezes.
Pertencem a 3 grupos: nematóides, cestóides e trematódeos.
Nematóides:
Possuem somente um hospedeiro. É transmitido pela ingestão de ovos ou pela penetração de larvas na pele.
Ascaris lumbricoides:
Maior e talvez o mais prevalente dos nematóides. A fêmea pões 200 mil ovos, que devem permanecer por 2-3 semanas no solo.
No intestino as larvas eclodem e migram para os pulmões, passando pelo fígado, via sanguinea. Dos pulmões, sobe para a faringe, sendo deglutidas.
Síndrome de Loeffler – infecção maciça com pneumonite, febre, tosse, dispnéia, anorexia, perda de peso e eosinofilia.
Pode causar obstrução intestinal.
Cada adulto sobrevive por 12-20 meses. O tratamento é o mebendazol, albendazol. Piperazina para invasão da via biliar ou oclusão intestinal.
Enterobius vermicularis (Oxyuris vermicularis):
Vermes adultos vivem no ceco e apêndice. Pode causar prurido anal, principalmente à noite, pois a fêmea desce até o ânus, podendo causar insônia e nervosismo.
O verme morto pode desencadear reação inflamatória com formação de granulomas. A fêmea pode subir pela vagina.
O diagnóstico é feito por swabs anais ou pelo método de fita adesiva. O tratamento é com albendazol, mebendazol ou pamoato de pirantel.
Ancylostoma duodenale e Necator americanus:
As larvas penetram na pele, migram para os pulmões via corrente sanguinea e são deglutidos. Os adultos vivem por 1-2 anos, podendo viver mais de 10. Infecções maciças podem causar astenia, fadiga, diarréia, anemia. Os ovos podem ser identificado no microscópio, mas a diferenciação é difícil. Sendo ovo de ancilostomideo, o tratamento é mebendazol, albendazol ou pamoato de pirantel.
Strongyloides stercoralis:
Podem viver no solo, alimentando-se de matéria orgânica. As fêmeas penetram através da pele, desenvolvendo-se no pulmão e sendo posteriormente deglutidas. Com cerca de 3mm, elas geram ovos clones, causando quadros graves em imunocomprometidos. O exame a fresco não é sensível, mas pode identificar larvas. O tratamento é com ivermectina, albendazol.
Trichuris trichiura:
Após a ingestão de ovos, vivem no ceco, apêndice, cólon e íleo. Levam 3 meses pra depositar novos ovos. Comum em associação com A. lumbricoides. Comumente assintomática, pode causar diarreia mucossanguinolenta, tenesmo, perda de peso e fraqueza. Os ovos são identificados no microscópio. O tratamento é com mebendazol ou albendazol.
Cestóides:
As tênias precisam de hospedeiro intermediário, enquanto a H. nana não.
Taenia saginata e Taenia solium:
A característica mais importante é a passagem das proglotes.
T. solium – ingestão da larva Cysticercus cellulosae presente na carne suína malcozida causa teníase. Os ovos das proglotes podem causar cisticercose.
T. saginata – ingestão de carne bovina contaminada por Cysticercus bovis.
A fixação destes vermes pode causar hemorragia. Pode haver dores, N/V, distensão, perda de peso. Após 3 meses podem ser identificados os proglotes e os ovos nas fezes, sendo impossível diferenciá-los.
O tratamento é com praziquantel ou albendazol.
Hymenolepis nana:
Menor e mais comum cestóide. Habita o delgado, causando nenhum ou poucos sintomas. Em crianças pode causar irritação, insônia, diarreia, anorexia. Duram 4-6 semanas, mas pode haver auto-infecção. Diagnóstico pelos ovos nas fezes. Tratamento com praziquantel.
Trematóides:
Vivem no intestino, fígado, pulmões e vasos. São parasitas achatados e tem um hospedeiro intermediário molusco. O de maior importância médica é o Schistossoma mansoni.
EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES:
Helmintos – ovos e larvas.
Protozoários – trofozoítos, cistos, esporos e oocistos.
Para boa identificação é preciso que sejam feitas boas colheita e preservação.
Colheita:
Fezes pastosas para esfregaços corados; fezes formadas para técnicas de concentração.
Medicamentos (antidiarreicos, antibioticos, antiacidos, vaselina e oleo mineral, contrastes) podem tornar a amostra insatisfatória.
Considera-se a colheita de pelo menos 3 amostras em dias alternados.
Espécimes líquidas devem ser examinadas dentro de 30 minutos; pastosas em uma hora; sólidas em 24 horas. Caso não seja possível, deve-se preservar em refrigeração 3-5ºC.
O exame a fresco é fácil, mas pouco específico, servindo de orientação para a técnica de preservação permanente e coloração.
O método de fita celofane adesiva modificado para enterobius deve ser feito algumas horas após deitar-se ou logo ao acordar antes do banho e antes de defecar, para detecção dos ovos. Colheitas em dias consecutivos (4-6) devem ser realizadas para garantir a cura.
TRATAMENTO:
O tratamento periódico em massa da população de risco, após coproscopia, proporciona uma rápida e acentuada diminuição das taxas de prevalência das parasitoses intestinais.
É importante ressaltar os cuidados de higiene e no preparo dos alimentos, além de cobrar um saneamento básico.
Individualmente deve-se basear no agente etiológico.
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