OLHO VERMELHO
Qualquer doença que afete córnea, conjuntiva, íris ou corpo ciliar pode manifestar-se com este sinal oftalmológico, que é representado por hiperemia da conjuntiva bulbar.
CONJUNTIVITE:
Processo inflamatório da conjuntiva, em geral, secundário a processo viral, bacteriano ou alérgico.
O diagnóstico clínico tem acuidade de 75% quando comparado ao laboratorial.
A maioria é autolimitada e com pouca morbidade, mesmo sem tratamento.
Na alergia, ocorre ardência, prurido e secreção mucoide, na maioria das vezes após contato com irritante. Trata-se com compressas frias, vasoconstritores tópicos e anti-histamínicos sistêmicos.
Os antibióticos têm eficácia semelhante. Ocorre resposta em 2-3 dias.
Na viral, pode ser usado ATB para profilaxia.
Não especialistas não devem usar corticoide, pois pode piorar glaucoma, herpes e catarata.
Orientar transmissibilidade, em especial das virais (toalhas, mãos).
Casos que não melhoram em 1 semana devem ser encaminhados.
IRIDOCICLITE:
Inflamação da íris e do corpo ciliar. Infrequente.
Manifestações: dor forte, visão borrada, fotofobia e lacrimejamento. Hiperemia pericorneana violácea. A pupila fica pequena, fixa e irregular. Encaminhar o paciente. Tratamento com corticoide, atropina e midriáticos.
GLAUCOMA AGUDO:
Extremamente grave. Urgência médica.
Dor ocular forte, visão muito diminuída, fotofobia e lacrimejamento intenso.
Globo ocular difusamente vermelho. Edema de córnea com pressão muito elevada (consistência dura à palpação).
Tratamento: pilocarpina (miótico) de 15 em 15 minutos, acetazolamida 250mg (diurético), de 6/6h. Após normalizar a pressão, encaminhar ao oftalmologista para cirurgia.
CORPO ESTRANHO:
Após as conjuntivites, é a maior causa dos atendimentos de urgências oftalmológicas.
Dor, fotofobia, sensação de corpo estranho, e em geral, história de trauma.
Para localização do CE, usar boa iluminação e colírio anestésico. Pode ser necessária a inversão da pálpebra superior.
Tenta-se a remoção com soro fisiológico, cotonete com anestésico, ou pinça sem dentes. Encaminhar se necessário (resistência do paciente, suspeita de mais corpos estranhos, ferrugem, suspeita de perfuração ou laceração da córnea ou qualquer complicação), com curativo oclusivo.
Após, ATB tópico, 3/3h. Encaminhar se após 3 dias permanecer algum sintoma.
EROSÃO DE CÓRNEA:
Após desepitelização de um setor (lápis, unha). Causa dor, fotofobia, ardência e sensação de corpo estranho.
A iluminação oblíqua pode ajudar, assim como corante – fluoresceína.
Após descartada a hipótese de corpo estranho, acompanhar. Pode ser prescrito analgésico VO, nunca anestésicos ou corticoides Se a dor persiste após 48h, encaminhar.
Curativos, pomadas e cicloplégicos são medidas controversas.
QUEIMADURAS QUÍMICAS:
Lavar imediatamente com água corrente, analgésico sistêmico, colírio de atropina e corticoide, e oclusão com pomada de ATB. Encaminhar.
QUEIMADURAS FÍSICAS:
Em geral, ocorre por exposição à irradiação UV (solda elétrica). Após 10-12h aparece dor intensa e vermelhidão, blefarospasmo e fotofobia. Curativo oclusivo, sedação e repouso por 24h.
Considerações:
Vide o primeiro post.
Para ser mais rápido, não editei a figura. O blog não está deixando copiar e colar a tabela, então, esta solução é rápida e fácil...

Nenhum comentário:
Postar um comentário